segunda-feira, 29 de outubro de 2007

lembrança inconfundível

memória de uma certeza inconstante, ela vai e vem. por tempos se esconde, se disfarça; subitamente volta a se apresentar como um carinho dado pelo tempo, uma agradável ciência da vida. é relembrar o futuro, é tornar-se tranquilo sobre o que não se pode controlar. é volição dispersa nas vertentes da linha temporal da vida, é não preocupar-se. ganhei um presente hoje, me presenteei com meu próprio ânimo. cativei os feridos aqui dentro com a tranquilidade da incerteza, a inutilidade de ser inútil. revelei à mim mesma segredos de pedra: pequenos tesouros à vista de qualquer um que queira ver a crua simplicidade de ser dispensável.

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