terça-feira, 15 de abril de 2008

acidental

não raramente me consigo entreter com as coisas que se encontram mais perto dos olhos, mas quando eu volto a me distrair daqui, tropeço pra fora das laterais desse cenário. comigo desencaminhada, o que podia ser uma linha reta se demora e me atrasa por me colocar em zigue-zague. olho pro céu e fico, e o tempo passa por mim e vê minha imagem vidrada no que ainda não é, e me sobra apenas o que é casual e sem faculdade. e essas coisas casuais me dão razão, e eu volto a procurar os olhos do céu.

terça-feira, 8 de abril de 2008

passagem

resisto ao inverno pois há verão em mim.

terça-feira, 1 de abril de 2008

nosso encontro

O que fez a poesia foram as partes do teu silêncio, teu silêncio gradual que me deu voz. Aos poucos eu montei versos que pareciam infinitos, jorrando de mim como água de uma torneira aberta. A gente deu vida à nossa vida com esse poema, onde o teu silêncio cortando o meu fez a minha voz se encontrar.