sábado, 29 de janeiro de 2011

gosto de "que te tenho"

Hoje vou dormir sem escovar os dentes, pra que não me saia esse gosto amargo da boca. Gosto de bebendo por horas, gosto de silêncio por horas, gosto de "não te vejo faz horas". Tá tudo muito bem, obrigada. Amanhã pego meu rumo e vou ver oq acontece do outro lado, ver se algum sonho se realiza. Engraçado como isso soa familiar, de um jeito totalmente único. Sinto que já passei por aqui, mas que nunca foi tão verdadeiro como agora é (e nada do resto deixa de ser verdade, eu vou estar ali, me chame quando precisar..)..

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

regras soltas

Me sinto agradada pelas coisas facilmente, não critico muito os acontecimentos. Me parece que desafio e tranquilidade são duas coisas que se complementam. Eu estava presa sem saber, presa demais na liberdade. Desde que percebi essa falsa sensação de saciedade, vou aprender a me livrar dessas coisas. Coisas velhas.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

insônia / saudade / vício

Buscando razões para minha insônia, descobri que não gosto de dormir sozinha. Sou viciada em companhia. Me agarro em alguém enquanto posso para superar as noites. E continuo assim, substituindo companhias para passar pelas noites como quem não quer ouvir o que a noite solitária tem a dizer. E então, ao sentir saudade da companhia, já não sei mais qual o meu objeto de saudade. Esta última companhia, ou a primeira companhia substituída? E vou seguindo sem saber, por enquanto, sentindo saudade de uma companhia qualquer, e esperando a noite passar para que eu durma com o som da rua, dos passos, o som das pessoas.

domingo, 23 de janeiro de 2011

medo da minha cama

Madrugada. Excesso de pensamentos. A cama parece me chamar e me pedir pra fechar os olhos. Recorro à vodka na geladeira, mas a cama ainda chama. Recorro à alguma música que anime, mas a cama continua chamando. Sinto medo da minha cama. Ela, que eu sei, acaba com tudo. Acaba com o dia, termina com os ultimos pensamentos do dia sem eu perceber. Cama sonífera.. cama perversa. Cama que muitas vezes foi de amor, que muitas vezes foi de soluções, que muitas vezes acabou com uma noite ruim. Hoje, sinto medo da cama.. e só pretendo deitar quando outro dia chegar.

sábado, 15 de janeiro de 2011

colagem de papel

estou em processo de adotar uma nova filosofia, a de que a vida é uma colagem de papel. colamos fotos, figuras, imagens.. todas em sobreposição. algumas, merecem mais destaque que outras, em um espaço limitado onde não podemos enxergar todas as gravuras ao mesmo tempo. há momentos, em que novas colagens são necessárias. e é preciso colar por cima de imagens que gostaríamos de manter. muitas vezes, sobra um pedaçinho visível daquelas imagens antigas, que trazem à tona algumas memórias, mas na maioria das vezes, são só memórias. e é preciso continuar colando as gravuras por cima das outras. e é preciso continuar colando, mesmo quando ainda queremos poder enxergar as gravuras.. e às vezes, com a cola ainda úmida de imagens já coladas, é preciso continuar colando.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

vou te deixar no mar

eu pensei em sentar na minha cadeira e te escrever alguma coisa, só pra explicar pq vou fazer isto. não consigo. talvez seja tudo muito subjetivo, ou talvez não haja explicação de todo. só acho que algo deve ficar pra trás e, sinto esse peso, agarrado à mim, e ando me arrastando pelas ruas da cidade carregando o teu peso. não sei quem foi que se pendurou no outro, acho q na verdade, eu mesma te pendurei em mim, com tua roupa de domingo.
pois acho q me enganei, quando pensei em sentar na minha cadeira, e escrever pra ti, achei q soubesse quem é tu, mas não há como saber, pois este peso não é tu de verdade. este "tu" é uma projeção de uma vontade que tive, de um sonho que, agora, está guardado na gaveta por enquanto. mas preciso usar as gavetas, meu amor, é ano novo. preciso limpar as gavetas. por isso vou te levar no ônibus comigo, enquanto ainda sinto teu peso, e te deixarei lá com este sonho, perto do mar, onde o sonho cresceu e se alimentou.

acho que, na verdade, não tem subjeção alguma, o que eu sinto é uma total falta de explicação pra tudo isto. mas vou fazê-lo mesmo assim, pq essa sou eu, e não quero escapatórias de mim no momento. pois agora, quero que só reste EU em mim.