domingo, 20 de março de 2011

Juntos ou não

A nossa visão periférica diminui quando estamos juntos; porém juntos, aumentamos nosso foco. Não há bem ou mal nisso, e negativo ou positivo são vistos de diferentes pontos de vista. Só há o que é, e só é o que há. Mas isto não limita, as possibilidades são infinitas!

segurança

Hoje eu tenho certeza. Sei pra onde ir e vou caminhar, correr, nadar, pedalar, dirigir, navegar, pedir carona, voar.. até chegar!

sexta-feira, 18 de março de 2011

estação

O outono está chegando e me surge um alívio grande no peito. Poderei finalmente viver a melancolia sozinha. Sinto o vento frio que bate no meu mensageiro dos ventos, percebo meus pés ficando gelados, e já farta de companhias vazias, que matam só vontades mas não completam desejos mais profundos, me proponho abraçar a frieza da estação. Sou sempre a última folha a cair da árvore. E caio mais lenta, rodopiando com o vento, pq tenho esperança, e pq nem todos os dias do outono são nublados apesar do frio.

Madrugada dentro da caixa

Estas horas, no meio (quase fim) da noite, na madrugada.. quando o continente inteiro em silêncio, me agita.. só a tua voz, macia, me relaxa. Isso vai passar, dear friend, virão outras vozes (mas a tua será sempre, pra sempre será, a macia voz que me relembra: "love is all we've got", pois só tu faz do jeito que tu faz. Teu toque me faz dançar, tua voz me faz dormir). Secretamente tenho tua inicial tatuada em mim.

Chegada

Te esperei, como todos, com muita expectativa. Era ímpossivel imaginar como seria teu rosto, só era mesmo possível saber que qualquer rosto que viesse a ter, eu amaria. A espera foi longa, e agora que já te vi pela primeira vez, parece não ter demorado nada. Tu tem cheirinho de coisa nova, tem peso de coisa fácil, e quando ouço tua respiração o mundo parece parar de girar. Não há muito o que fazer agora além de imaginar como serão teu olhos, como serão teus cabelos, como será ouvir tua voz, e preparar o mundo aqui em volta de ti pra te receber quando quiseres andar por ele sozinha. Mundo que com certeza já é mais feliz só por te ter.

segunda-feira, 14 de março de 2011

tarefa interminável

Fala, querido, desembucha. Não precisa guardar tudo de mim como quem realmente achasse que eu não percebo UM músculo teu. Pois admita que sabe, que vê que eu percebo tudo. Cada espasmo teu, seja dormindo ou acordado, eu entendo, e eu te saco como ninguém. Pode falar o que te veio à mente agora, essa dúvida que não cala: Pq diabos eu sinto essa falta enorme de novidades? - Não é isso que quer tanto saber? Sim, tô sempre querendo um agito, uma tempestadezinha. Mas confie em mim quando digo que não sou errada por ser assim. As coisas serão do jeito que forem ser, indiferentemente de como a gente chute o balde. Tu me quis tanto longe que me teve, amor. E quer saber? Acho que nunca terminamos de conhecer alguém, essa é uma tarefa interminável. Talvez só seja a hora de te conhecer visto de longe. Te conhecer não te tocando, te conhecer não conversando contigo. Te conhecer não te ligando mais. Te conhecer interminavelmente, e ainda assim nunca saber quem tu realmente é.

sexta-feira, 11 de março de 2011

chacais, eu e tu.

Tenho sido um chacal à tua espreita, deliciosa expectativa.. te enxergo no espelho e te espero transmutar pra fora de mim em um desabrochar nunca antes visto! Te encontrei como uma semente pequena aqui, mínima como uma idéia vinda de dentro de mim, e tenho usado farelos da parede do meu quarto pra te fazer tomar forma. Te sinto crescer rapidamente e, com uma nauseante e ansiosa alegria, te aguardo vir, pronta pra te usufruir sem medo ou sem qualquer piedade de quem vier pela frente.
Não te deixarei cair por mais de um segundo, não te permitirei ter dúvida alguma de à quem pertence este mundo pois, sim, será todo teu. E eu ainda vou existir quando tu chegar por completo. Eu estarei atrás de ti pra ser o impulso; estarei dentro de ti, pra ser a carga necessária da carroça; e estarei também à tua frente, pra ser os olhos, para ser a guia.. e para ser o primeiro peão a morrer.
Seremos chacais, eu e tu, à espreita do futuro. À espreita dessa fissura existente aqui, entre dentro do corpo e o mundo lá fora: dois chacais à espreita da pele.

sábado, 5 de março de 2011

"ansiedade de véspera"

é a expectativa que não me deixa dormir. expectativa de que chegue algo logo, aquilo que complete este buraco que se formou, para que eu não tenha que me ater ao passado, aos dias de frio e vinho, dias de sentar na calçada e esconder as mãos dentro das mangas, às vezes com a filosofia de um amigo, às vezes apenas na companhia de um cigarro. é, saudade mesmo desses tempos que não voltam. anseio por mais de tudo que foi bom, mas as coisas estão diferentes agora e não há como voltar pra tudo do passado. sei que há algo por vir e sinto todos os dias o que chamo de "ansiedade de véspera". sinto todos os dias pois não sei que dia chegará. então, fico na expectativa. não é uma expectativa frustrada, é apenas, inútil demais. virá o que virá de qualquer maneira, seja noite ou dia, esteja eu acordada ou não. mas quem me dera poder ter o que virá do futuro sem abrir mão daquilo que deixei passar..

domingo, 27 de fevereiro de 2011

sol nascer

Desculpe, mas eu tenho certeza. Já dei meu passo pra frente e não há como retornar. Mas caso isto ajude: foi ótimo de ver. Mais que isso, foi justamente o que eu precisava. Precisava disto pra ter certeza do que eu quero levar comigo, e também pra ter certeza do que buscar daqui pra frente. Sei que quero alguém com o mesmo peso das tuas mãos no meu cabelo, sei que quero alguém que deite no meu colo com a mesma naturalidade que tu faz, sei que quero ver o sol nascer com a mesma sensação de tempo que passa voando como sinto contigo, e sei que quero discussões rápidas que chegam logo à parte boa de fazer as pazes, como com a gente.
Resta ver agora, se haverá alguém que seja como tu às vezes é, não sendo tu.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

teu coração

Achei ter visto teu coração. Mas olha, não tenho certeza! Era um coração que tava bêbado por aí, na rua, e veio me falar um monte de merda, que eu até quis acreditar, mas não tinha certeza se ele falava sério. Sei como é.. Tô acostumada com papo de bêbado, sabe.
Ei, mas será que era ele? Pois sempre que te encontro, ele parece um coração daqueles bem sérios, sabe? Bem na dele, bem auto-suficiente (embora eu saiba que é tudo fachada). Acho até que teu coração, um dia, deixou escapar um sorrisinho pro meu, broto. E acho q foi o suficiente pro meu coração poder reconhecê-lo em qualquer outro lugar! Mas aí é que tá.. eu não tenho certeza se foi teu coração que encontrei, pois saí hoje sem o meu. Ele tava cansado, tadinho, sem inspiração, então o deixei em casa. Mas ei! Me diz como ele é, o teu coração, que daí te falo se era ele mesmo. Ele é um coração meio puro até, com leves arranhões e um espaço vazio dentro?
Se esse era ele.. o que vamos fazer à respeito? Fingir que nada aconteceu? Não sei, talvez seja melhor mesmo, evitar qualquer constrangimento. E com isso, eu quero dizer: evitar qualquer sofrimento. Dramático, não? Retrair o desejo dos corações para evitar sofrer, e assim, de forma cinematográfica, perder junto as possibilidades de felicidade que o encontro dos corações nos traria.
Mas ok, ok. Podemos fazer isso. Podemos fazer este jogo de ignorar que tu parece ter tanto prazer, ou pelo menos, prática em jogar. E eu posso até esquecer as loucuras bêbadas q teu coração me disse, cara, mas e o meu coração? Pode ele esquecer todas as loucuras sóbreas que tu já me falou?

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Acordei

e tô pronta pra outra.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

não demora, broto, eu tenho pressa.

Não sei oq dizer dos ultimos dias, só me parece que tu me quer mas não me quer. Me deixa longe mas amarra uma cordinha no meu minguinho pra me puxar quando eu estiver longe demais. Isso faz algum sentido? É um divertimento teu me ver assim, cambaleando entre os caminhos que eu poderia tomar, ou é covardia tua em admitir que realmente me quer por perto? Fiz até uma música pensando em ti.. patética na madrugada. E agora, acho q chega! Leia meus pensamentos e veja: meu convite tem prazo de validade. Quando nosso tempo expirar, vou cortar qualquer amarra. Tu vai perder, playboy. O mundo é dos rápidos!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

sinto saudade tua, e mal te conheci. pode isso? tu veio tão rápido, que até parece conspiração. é como noites em que fico sozinha no quarto, e a lua lá fora me chama pra ver a sua luz. tu foi distante só pra me provocar, tu foi sozinho. e me deixa aqui, com (e como) outras coisas, só pra me confundir. bem feito pra mim, e obrigada por fazê-lo. é o que eu queria o tempo todo, que tu me tentasse. tentasse intensamente, e depois sumisse, como se estivesse lendo meus pensamentos, como se estivesse me disputando com o resto do mundo. minha atenção é lenta, e tu ganhou a prioridade. agora me diz.. a neve compensa? ou a beleza dela é passageira, e te faz falta, às vezes, a companhia? ou.. eu só devo dizer, no lugar de tudo isso: "quem me dera..".

distância desmedida

tá tudo longe demais, tá tudo errado demais. eu olho, mas não consigo alcançar. acho que é hora de descer o mais baixo que posso, pra aprender como não fazer.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Será?

Se eu voltar agora, será que consigo continuar a idéia? Ou ela fica inacabada, tadinha, excluída, num canto, sem chances? Se eu encarar este novo lugar como o único pra onde voltar, será que esqueço das memórias de quem ficou lá longe, das lembranças que cada árvore daquela rua me trás? Será que a saudade daquele meu antigo canto é necessidade ou apenas alguma vontade covarde de reencontrar familiaridades? O que fazem aquelas paredes, aquelas pessoas, aquelas calçadas tão marcantes? O contexto 'infância'? O agravante 'tempo'? Será a saudade algo espiritual, sobrenatural, poético e mágico ou apenas hábito interropido? Se eu voltar.. será que existe uma chance de descobrir? Parece que só ficando aqui e indo adiante é que será possível compreender o que acontece quando tudo muda por inteiro, quando tudo se renova, e o novo contexto transforma as memórias em substância insensível. Mas então, pode ser tarde. Tarde pra voltar atrás se era mesmo tudo real: a saudade, a necessidade, a chance da idéia prosseguir. E aí.. se for tarde, será que perco tudo de novo?

guardanapo de papel no bar

Escrevo assim, jogando as palavras, como desabafo. Sem separar as frases, os assuntos, assim, de qualquer jeito. É bom, é necessário, é um alívio. E às vezes, é um vício descontrolado, é urgência, é um guardanapo de papel no bar. Egocentrismo desmedido, de quem nunca teve medo do improviso e que tem a escrita como mecanismo de encontro pra falar consigo mesmo.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

saudade

Não vou deixar inacabado o que começamos. Posso viver o universo inteiro dentro de mim.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Pessoas Miojo

Como podem certas pessoas me fazer mudar de idéia tão rapidamente? Uma hora inevitáveis, outra hora tão descartáveis. Uma hora tão atraentes, outra hora quase tão dignas de repulsa. Não sei se são elas ou eu, mas é como se em questão de 3 minutos certas pessoas fizessem meu desejo pela companhia delas se tornar algo contrário. Parece que estas pessoas miojo não conseguem manter meu interesse por elas durar por muito tempo. Me pergunto: o que lhes falta? Lhes falta tempero? Pois têm me aparecido umas quantas pessoas miojo por esses tempos.. e elas matam a fome mas não me matam os desejos. Eu quero uma refeição completa!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

"vítima" voluntária

Tenho conseguido ficar livre de ansiedades, de expectativas e de sofrimentos por antecipação. A vida no momento, parece um rio tranquilo, que segue seu rumo sem fazer espuma. Mas algo perdeu sua graça. Até cansei da idéia que andava tendo, e que julguei por alguns momentos brilhante, de tentar persuadir as pessoas para conseguir o que quero. Isso me pareceu tentador e emocionante! Quase maléfico! Mas a verdade é, que a única coisa que quero, é algo ou alguém que desperte minha total atenção. Quero ser persuadida por um mar assustadoramente agitado! É apenas que nada parece interessante o suficiente pra que eu invista meu interesse. Estou desesperada por algo que me faça sentir uma paixão desenfreada e inconsequente! Á última coisa que quase conseguiu me causar isto foi uma música viciante que já está perdendo seu encanto comigo. Sinto agora que estou na fissura por algo que parece não existir.

sábado, 29 de janeiro de 2011

gosto de "que te tenho"

Hoje vou dormir sem escovar os dentes, pra que não me saia esse gosto amargo da boca. Gosto de bebendo por horas, gosto de silêncio por horas, gosto de "não te vejo faz horas". Tá tudo muito bem, obrigada. Amanhã pego meu rumo e vou ver oq acontece do outro lado, ver se algum sonho se realiza. Engraçado como isso soa familiar, de um jeito totalmente único. Sinto que já passei por aqui, mas que nunca foi tão verdadeiro como agora é (e nada do resto deixa de ser verdade, eu vou estar ali, me chame quando precisar..)..

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

regras soltas

Me sinto agradada pelas coisas facilmente, não critico muito os acontecimentos. Me parece que desafio e tranquilidade são duas coisas que se complementam. Eu estava presa sem saber, presa demais na liberdade. Desde que percebi essa falsa sensação de saciedade, vou aprender a me livrar dessas coisas. Coisas velhas.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

insônia / saudade / vício

Buscando razões para minha insônia, descobri que não gosto de dormir sozinha. Sou viciada em companhia. Me agarro em alguém enquanto posso para superar as noites. E continuo assim, substituindo companhias para passar pelas noites como quem não quer ouvir o que a noite solitária tem a dizer. E então, ao sentir saudade da companhia, já não sei mais qual o meu objeto de saudade. Esta última companhia, ou a primeira companhia substituída? E vou seguindo sem saber, por enquanto, sentindo saudade de uma companhia qualquer, e esperando a noite passar para que eu durma com o som da rua, dos passos, o som das pessoas.

domingo, 23 de janeiro de 2011

medo da minha cama

Madrugada. Excesso de pensamentos. A cama parece me chamar e me pedir pra fechar os olhos. Recorro à vodka na geladeira, mas a cama ainda chama. Recorro à alguma música que anime, mas a cama continua chamando. Sinto medo da minha cama. Ela, que eu sei, acaba com tudo. Acaba com o dia, termina com os ultimos pensamentos do dia sem eu perceber. Cama sonífera.. cama perversa. Cama que muitas vezes foi de amor, que muitas vezes foi de soluções, que muitas vezes acabou com uma noite ruim. Hoje, sinto medo da cama.. e só pretendo deitar quando outro dia chegar.

sábado, 15 de janeiro de 2011

colagem de papel

estou em processo de adotar uma nova filosofia, a de que a vida é uma colagem de papel. colamos fotos, figuras, imagens.. todas em sobreposição. algumas, merecem mais destaque que outras, em um espaço limitado onde não podemos enxergar todas as gravuras ao mesmo tempo. há momentos, em que novas colagens são necessárias. e é preciso colar por cima de imagens que gostaríamos de manter. muitas vezes, sobra um pedaçinho visível daquelas imagens antigas, que trazem à tona algumas memórias, mas na maioria das vezes, são só memórias. e é preciso continuar colando as gravuras por cima das outras. e é preciso continuar colando, mesmo quando ainda queremos poder enxergar as gravuras.. e às vezes, com a cola ainda úmida de imagens já coladas, é preciso continuar colando.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

vou te deixar no mar

eu pensei em sentar na minha cadeira e te escrever alguma coisa, só pra explicar pq vou fazer isto. não consigo. talvez seja tudo muito subjetivo, ou talvez não haja explicação de todo. só acho que algo deve ficar pra trás e, sinto esse peso, agarrado à mim, e ando me arrastando pelas ruas da cidade carregando o teu peso. não sei quem foi que se pendurou no outro, acho q na verdade, eu mesma te pendurei em mim, com tua roupa de domingo.
pois acho q me enganei, quando pensei em sentar na minha cadeira, e escrever pra ti, achei q soubesse quem é tu, mas não há como saber, pois este peso não é tu de verdade. este "tu" é uma projeção de uma vontade que tive, de um sonho que, agora, está guardado na gaveta por enquanto. mas preciso usar as gavetas, meu amor, é ano novo. preciso limpar as gavetas. por isso vou te levar no ônibus comigo, enquanto ainda sinto teu peso, e te deixarei lá com este sonho, perto do mar, onde o sonho cresceu e se alimentou.

acho que, na verdade, não tem subjeção alguma, o que eu sinto é uma total falta de explicação pra tudo isto. mas vou fazê-lo mesmo assim, pq essa sou eu, e não quero escapatórias de mim no momento. pois agora, quero que só reste EU em mim.