sábado, 20 de outubro de 2007
autógrafos
é tudo tão intenso aqui dentro, que dói. até os prazeres me dóem. as brisas que se apresentam com a noite, como num musical cheio de luzes, alcançam minha pele com uma delicadeza tão selvagem que se tornam agressivos seus carinhos. me finalizo na grama, rodeada por brisas orgânicas como os pensamentos, os poucos que me restam quando alguém começa a morrer em meu universo. tão logo descobrimos que se aproxima o distanciamento, enlouquecemos. saímos de órbita tão bruscamente que os ossos parecem não pertencerem mais ao mesmo lugar. essa noite eu canto em silêncio pras luzes que brilham constantes entre os corpos. peço com dor em meus prazeres que eu possa dar adeus às despedidas!
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