domingo, 4 de novembro de 2007

senhora dos traumas do mundo

Eu me confundi, o vermelho era só meu. Por vezes me deixei enganar pensando que éramos todos ramificações de uma veia maior, mas não. O vermelho é só meu, a veia é minha única. Exclusivamente eu. Não, isso não parece nada bom. Nada elegante ou atraente. Sou a única a sangrar os pensamentos. Sou a única aqui à procura de interpretações compassivas. Sou só uma que de tão sozinha, não consegue estancar o sangramento. Sou uma só que de tanto verter à si mesma, perdeu parte do passado azul. O vermelho contamina, me aquece tornando ásperos e crus meus pedaços, dos dedos aos cabelos. Por tanto tempo me enganei, as grandes fábricas cinzas encobrem vermelho. Por tanto tempo não vi que os grandes olhos castanhos omitem o vermelho, ignorei as grandes palavras aparentemente sensatas, que comportam o vermelho. Eu me enganei, estou sangrando por anos das mais verdadeiras mentiras. O tempo todo me confundi, o vermelho era e ainda é só meu.

3 comentários:

lis disse...

o pulso ainda pulsa...


o carol,
vc não qr responder minha enquete?!?!

www.semcontato.blogspot.com

te adoro..
bj

Anônimo disse...

só pra lembrar q uma obra assim é...apenas se deslumbrada...e respirada...
então...estarei aqui..tornando essas palavras, fonte.
deixo meu link tumein..hehe
e desculpe a intromissão...
mas que as de sempre..
(rsrssrrsrsrs)

www.fotolog.com/theos_profanus

Anônimo disse...

ops...mais***
nyahhaha