segunda-feira, 17 de março de 2008
térmico, visual, recomeço.
sinto, des-sinto. sento e penso. de tudo aquilo que passou de leve em mim, como a brisa da manhã que chegava, eu esqueci. passou tão raso, como todo superficial é breve em mim. e ficou presa na pele aquela sensação de frio, que doía por dentro, e a sensação do alívio, que acalmava tudo. o meu antigo pensar desfuncionava tudo que tinha potencial, pq me fazia duvidar de pessoas como eu. pessoas que dormem e acordam, todos os dias, sonhando sonhos de coisas bonitas. e quando as coisas desfuncionavam, eu me tornava feia com elas, pois não havia em mim ou nelas algo que vivesse por uma intenção. os intuitos morriam, evaporados pelas vertentes que as dúvidas criavam. e designou-se em mim, então, um termômetro. é tudo quente ou frio agora, o morno se dispensou quando a nova dualidade começou no mundo. certo e errado se extinguiu: só há beleza e sua ausência, agora.
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