quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

parafuso da engenhoca

Eu não entendo pq às vezes a gente precisa de uma boca desconhecida, de uma voz nova, de uma mão diferente. Mas não é pra nada disso que vocês estão pensando, não.. É em relação as coisas da vida. O que quero dizer (de uma forma nada prática) é que eu gostaria de entender pq a necessidade de um corpo estranho se aproximar com palavras pra que a gente entenda o que a gente já sabe. É como chutar aquelas máquinas de regrigerantes pra fazer a fichinha finalmente cair. Por quê será que é preciso estar deprimido e em crise, sentar na escadaria duma praça, acender um cigarro depois de ter prometido a si mesmo que ia parar com essas coisas, pra que venha alguém totalmete desconhecido e totalmente de surpresa, pra nos dizer uma coisa totalmente fora de contexto, e fazer aquela velha ficha cair? Eu fiz trajetos diferentes essa semana, dobrei em ruas diferentes e encontrei o mesmo destino. Nada mudou! Só o meio do caminho. Começo a perceber que vale a pena, pois me surpreendi até ao descobrir que caminhei menos pra chegar nos mesmos lugares.

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