sábado, 29 de setembro de 2007
prisioneira de mim
me sinto abusada pela moléstia dos meus próprios pensamentos. há dias estou nessa inquietude, resultante das minhas próprias armadilhas. a vontade é sair do corpo, abandonar esse antro. deixar escapar de mim esses desejos quase tolos pela sua ingenuidade. deixaria de ser repartida em mim, eu deixaria de ser tantas. assistiria em um telão à todas as cenas da minha vida, ganharia um oscar. dirigiria imparcialmente minhas escolhas, cada uma delas. quero ser testemunha neutra de tudo o que ver, cada atropelo meu. nem mesmo quero fazer comédia das minhas sandices, essas opções burras. quero só ver, analisar com a indiferença que à nada consigo ter, não estando aqui. sou prisioneira do sentimento de ser isso. não sei não ser eu nem por um instante e isso me mata!
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário