eu pensei em sentar na minha cadeira e te escrever alguma coisa, só pra explicar pq vou fazer isto. não consigo. talvez seja tudo muito subjetivo, ou talvez não haja explicação de todo. só acho que algo deve ficar pra trás e, sinto esse peso, agarrado à mim, e ando me arrastando pelas ruas da cidade carregando o teu peso. não sei quem foi que se pendurou no outro, acho q na verdade, eu mesma te pendurei em mim, com tua roupa de domingo.
pois acho q me enganei, quando pensei em sentar na minha cadeira, e escrever pra ti, achei q soubesse quem é tu, mas não há como saber, pois este peso não é tu de verdade. este "tu" é uma projeção de uma vontade que tive, de um sonho que, agora, está guardado na gaveta por enquanto. mas preciso usar as gavetas, meu amor, é ano novo. preciso limpar as gavetas. por isso vou te levar no ônibus comigo, enquanto ainda sinto teu peso, e te deixarei lá com este sonho, perto do mar, onde o sonho cresceu e se alimentou.
acho que, na verdade, não tem subjeção alguma, o que eu sinto é uma total falta de explicação pra tudo isto. mas vou fazê-lo mesmo assim, pq essa sou eu, e não quero escapatórias de mim no momento. pois agora, quero que só reste EU em mim.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Um comentário:
muito bom! ainda que numa falta de explicacao, existe uma compreensao humanamente sensivel... e simples.. adorei...
Postar um comentário